O primeiro iPhone a gente nunca esquece! 

Foi-se o tempo em que os brinquedos tradicionais, bolas e carrinhos para eles e bonecas para elas, eram as preferências da criançada. Atualmente, os brinquedos (e as brincadeiras) que, em uma época não tão remota, faziam sucesso entre os pequenos, foram substituídos por telas, teclas, cliques e toques.

Os aparatos tecnológicos disponíveis atualmente, principalmente os smartphones, estão dominando a preferência da criançada na hora de solicitar presentes a seus pais. A facilidade de comunicação tão presente nessa era é um dos atrativos desses “brinquedos”. Aliado a isso, existe a oportunidade de desfrutar de uma plataforma quase que ilimitada de aplicativos e jogos, o que encanta os olhos e faz movimentar freneticamente os dedinhos nas telas desses aparelhos.

Porém, existe uma imensa preocupação da OMS (Organização Mundial de Saúde) em relação ao uso excessivo dessas tecnologias por crianças e adolescentes. E não é para menos, se fosse aqui listar os problemas decorrentes desse excesso de apps, mensagens, mídias e etc, esse artigo, se fosse impresso, daria para ligar a Terra à Lua. E isso somente sobre os problemas relacionados à saúde, não contando os problemas de sociabilidade e segurança (que serão abordados nesta coluna em artigos futuros).

Sedentarismo, obesidade, déficit de atenção e danos a visão são apenas alguns dos muitos problemas causados por esse excesso de conteúdo virtual na vida dos pequenos. E para piorar, muitos pais avaliam como benéfico, pois, seus filhos ficam em casa por horas, quietas em seus quartos e livre das más influências externas (triste engano). Pois, como me respondeu uma mãe do bairro do Imbassay quando fui coletar opiniões para elaborar esse artigo, “eles estão onde eu posso vê-los, pior é na rua”. Tal pensamento e atitude, fazem com que muitas crianças transformem seus smartphones em extensões de seus corpos, e quando seus pais percebem que a brincadeira virou vício, a subtração do aparelho é encarada como uma verdadeira amputação.

A limitação de tempo de uso, o monitoramento constante, a orientação sobre os aparelhos e o controle de conteúdo são medidas eficazes para uma disciplina em relação ao manuseio desses brinquedos modernos. Fazer com que a criança entenda que todo excesso faz mal é uma forma de amenizar esse crescente problema, ou em alguns casos, evitar que ele venha a aparecer.

É importante ressaltar que os pais também devem dá bons exemplos, não adianta o pai limitar o uso desses aparelhos por seus filhos e pedir a janta para a esposa via WhatsApp, estando os dois no mesmo sofá. Pois, a teoria do “faça o que eu falo e não o que eu faço” já está em desuso a muito tempo e as crianças são melhores em seguir exemplos do que conselhos.

Mas, vou querer a opinião dos especialistas. Deixo o espaço para os comentários a disposição daqueles que queiram emitir sua opinião ou relato sobre o assunto. A troca de experiências entre os pais também é uma ótima fonte de aprendizado e pode ajudar, e muito, em como encontrar uma maneira sábia de encarar o problema. Fiquem à vontade!

Márcio Trindade é analista de suporte pleno em T.I e atua na área de informática e telecomunicações. Márcio Trindade é colunista semanal do Bahia Comenta.

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