Crônicas da Cidade: Estamos seguros?

FernandoO objetivo da crônica é mostrar fatos do cotidiano expressando uma opinião a respeito deles e, com isso, contribuir de alguma forma para a melhoria da cidade e bem estar da população. E um item do qual não se pode esquecer é, sem dúvida, a segurança.

Segurança é o fato de o cidadão ter garantias de seus direitos constitucionais, ou trocando em miúdos, poder usufruir de seus bens, de seu salário, do benefício da liberdade, da educação, da saúde ou do lazer, podendo andar nas ruas sem medo e não viver trancado em casa refém da incerteza que os dias de hoje trazem.

Alguns dirão: “Segurança é um problema nacional”!

E daí? Devemos em primeiro lugar lutar por nossa sociedade, pelo lugar onde vivemos!… Melhorando nossa casa estamos ajudando a melhorar o país. Sabemos que a segurança é um problema do estado, como sabemos que o estado é impotente para realizá-la; sabemos que o efetivo é insuficiente, mas não percebemos o mínimo esforço das autoridades para aumentá-lo. Quando se diz que estamos formando um número ‘n’ de policiais é porque ‘2n’ se aposentaram, morreram ou se “encostaram” por doenças, ferimentos ou acidentes de trabalho. E aí, em lugar de completar o quadro, vamos diminuindo cada vez mais esse efetivo.

Hoje, com mais de setenta mil habitantes, Dias D’Ávila possui uma tropa menor do que há cinco anos ou seis, quando a cidade tinha cinquenta mil almas. Estamos crescendo a uma velocidade incrível, mas, se naquela época já era um número insuficiente, imagine agora que temos quarenta por cento a mais de aumento populacional!

Mesmo não sendo um problema municipal as autoridades municipais, executivas, legislativas e judiciárias precisam tomar providências, seja pressionando o governo do estado (já que pertence ao mesmo partido político) ou tomando atitudes individuais profiláticas e capazes de contribuir para sanar ou reduzir os malefícios atuais.

Desde a primeira eleição direta na cidade, ouço os candidatos subirem ao palanque e gritarem a plenos pulmões que criarão uma guarda municipal que ajude no policiamento, seja nas portas de escola, nos módulos, no trânsito ou nas rondas, de forma a liberar mais o efetivo civil ou militar do município. Esses profissionais teriam treinamento específico para a função exercida. Nesse último pleito, da mesma forma que nos anteriores, a população ouviu promessas de resolução, mas, ao que vemos, foram apenas palavras, nada mais do que palavras…

Não é nosso objetivo fazer política! Mas queremos de todas as formas melhoria e progresso para Dias D’Ávila. O povo é soberano em seus anseios e, apesar das muitas falhas, acredito na sua capacidade de saber reivindicar seus privilégios de forma ordeira, porém eficaz. É hora da Câmara Municipal largar de lado suas picuinhas politiqueiras e partirem, todos os vereadores juntos e unidos pelo mesmo ideal, para uma solução satisfatória ao município e ao povo; mostrar que foram eleitos por votos populares e não nomeados pelo executivo que não é patrão de ninguém, mas sim empregado público para salvaguardar nossos direitos, interesses, prerrogativas e benefícios.

A Imprensa, denominada o quarto poder, estará de olhos abertos para vigiar, comentar, defender, salvaguardar, opinar e lutar pelos interesses do povo, de forma a garantir todos os direitos a que fazem jus.

 

Por Fernando Gimeno

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