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A internet das coisas

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Imagine que você está andando pela rua e ao entrar no mercado, seu smartphone recebe um SMS ou uma notificação de algum aplicativo informando quais alimentos disponíveis naquelas prateleiras estão em falta em sua casa. Porém, não foi nenhum familiar seu o responsável pelo envio da mensagem, mas, a sua geladeira. Imaginou? Pois, essa é uma das milhares de novidades que compõe a Internet das Coisas ou IoT (Internet of Things).

A IoT é uma ousada revolução tecnológica que visa conectar a maioria dos dispositivos eletrônicos, automóveis, serviços públicos e uma infinidade de objetos à rede mundial de computadores. Um conceito de conectividade em âmbito global pensado desde os anos 90 e posto em prática a alguns anos. O Google Glass, foi um dos primeiros itens a ser integrado a essa tecnologia. Um óculos com uma pequena tela que exibe informações como GPS, condições climáticas das localidades próximas, realiza chamadas e até proporciona ao seu usuário a opção de criar uma playlist das suas músicas preferidas.

Hoje, a ideia é deixar o usuário conectado a quase tudo à sua volta e ciente de todas as atividades de seus bens. Como por exemplo, um automóvel que envia constantemente informações sobre as condições de pneus, freios, qualidade da gasolina e etc. levar seu condutor (sic) a destinos pré-estabelecidos, além de indicar ao mesmo os estabelecimentos com preços mais acessíveis e de melhor qualidade de seus itens e acessórios. (Se baseando em informações de outros consumidores em um imenso banco de dados). Quem sabe não venha ser essa tecnologia que acabará com a venda de combustível batizado e de peças de quinta categoria. Já que seu carro irá escolher, por você, só os melhores postos e autopeças.

Mas nem tudo que reluz é ouro e os especialistas no assunto temem que essa nova tecnologia venha a ser uma imensa porta para ataques cibernéticos em grande escala. Quanto maior é o alcance de uma aplicação no âmbito virtual, maior é sua fragilidade. Imagine aí, uma legião de hackers prontos para guiarem seu carro via celular até o desmanche mais próximo ou com todas as codificações que abrem as portas de sua casa e desativam os alarmes.

O custo com desenvolvimento de sistemas de segurança para essas aplicações com certeza será acoplado ao preço final das mesmas, e isso pode deixar essa tecnologia ainda um pouco distante do grande público, mas, a segurança deve ser o primeiro item a ser observado antes da aquisição desses produtos, porém, como toda evolução tende a enterrar a sua antecessora, ficará difícil em um futuro bem próximo encontrar uma geladeira que não te envie um SMS.

Tema sugerido pelo leitor André “Secão” Peixoto.

Obrigado André, ainda abordarei esse assunto nos aspectos interação e dependência.

Márcio Trindade é analista de suporte pleno em T.I e atua na área de informática e telecomunicações. Márcio Trindade é colunista semanal do Bahia Comenta.

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